quinta-feira, 6 de novembro de 2014

A CARROÇA ESTÁ DE VOLTA !!!



Um dia tinha de ser.

No dia em que me fartasse de quase só escrever sobre futebol. E em que o facebook se tornasse demasiado "grande" sabia que ia voltar ao recanto da minha carroça, onde praticamente só entram meia dúzia de amigos. Quando aparecem...

Siga a carroça, sempre em andamento lento, cada vez mais carregada dos objectos e das paixões que fazem uma vida.

Vemo-nos por aqui.


terça-feira, 24 de janeiro de 2012

E ainda por cima é bom jogador...



Não é de agora que me parece inadmissível que se deixe partir determinados jogadores que têm o espírito de um clube para contratar estrangeiros de valor duvidoso e que estão bem a borrifar-se para o que representa o clube em que estão. Mas isso devo ser eu que sou um romântico.

Romântico ou não, aqui deixo algo que foi publicado na revista "Dragões" em 2007 sobre a incrível história de ANDRÉ CASTRO (23 anos), jogador formado no FC Porto (chegou ao clube com aos onze anos) e que tem sido consecutivamente emprestado a outros clubes, actuando agora na primeira liga espanhola, no Sporting de Gijon. Onde, dizem, é muito apreciado. Aqui fica:

André CASTRO Pereira - Com fogo no sangue

Singular e particularmente fecunda, farta em detalhes característicos de uma fábula admirável, a história de Castro precede-o, desenhando um curioso ziguezaguear de quatro gerações habilitado a reescrever uma original carta de apresentação, cujos primeiros traços foram rabiscados há mais de sete décadas. Campeão júnior e debutante, André é o quarto Dragão de uma linhagem rara e notável.
O percurso caprichoso de uma árvore genealógica fascinante devolve-nos ao século passado, à década de 30. Lá, muito antes da II Grande Guerra, a pesquisa revela a figura de Francisco Castro, o bisavô materno que André não chegou a conhecer. Personagem divertido, particularmente popular em Santa Catarina, vestiu de Azul e Branco, depois de uma breve passagem pelo Salgueiros, e integrou a equipa do FC PORTO que conquistou o primeiro de todos os campeonatos, em 1932, liderada pelo húngaro Joseph Szabo.
Duas vezes internacional, sobre Castro, cromo difícil dos rebuçados «Azes do Foot-Ball», escreveu-se, na altura, que era um dos melhores no seu lugar, o de «ponta esquerda». Dele se dizia que só gostava de sardinha, apesar de o pai deter metade dos talhos da cidade do Porto, e de ser praticamente imbatível na posição de guarda-redes. Em 1933, no Ameal, interpretou um episódio insólito, a poucos minutos do início do jogo das meias-finais do Campeonato de Portugal. Lesionado, foi substituído por Szabo, o treinador. O FC PORTO venceu o Benfica por 8-0.
Anos mais tarde, Carlos, filho de Francisco, também seria do FC PORTO, sem, no entanto, chegar a equipar-se. Já no Estádio das Antas, o avô de André desempenhou as funções de supervisor fiscal. A dinastia Castro reencontraria os relvados na geração imediata. Miguel Ângelo, defesa-central, evoluiu em todos os escalões de formação dos Dragões e foi capitão dos juvenis. Respondia também pelo nome de Castro e distinguia-se pela sensatez e tranquilidade, mesmo nas situações mais delicadas. Conta o sobrinho que «era exemplar até na escola». Vítima de um cancro, morreu ainda antes de completar 20 anos.
Quando André, o mais jovem Dragão da família, chegou ao FC PORTO, já havia adoptado outro nome para constar das fichas de jogo. «No meu último ano de escolinhas no Gondomar, o treinador desafiou os muitos Andrés da equipa a escolherem uma alcunha ou apelido, para que pudesse distinguir-nos», conta o jovem médio, capitão da equipa campeã nacional de juniores e hoje estreante no plantel orientado por Jesualdo Ferreira. «Não pensei duas vezes, escolhi o nome Castro, em homenagem ao meu tio, que tinha morrido fazia pouco tempo».
Sócio Portista desde os quatro anos, Castro realizava, aos 11, o primeiro de uma ousada lista de sonhos. Por uma tremenda coincidência, chegava ao FC PORTO por intermédio de Álvaro Silva, o treinador que fizera do tio Miguel Ângelo capitão dos juvenis. «Foi um grande orgulho para os meus avós», recorda. E também para o meu pai, Rui Pereira, que com idade de júnior jogara nos seniores do Sport Rio Tinto, antes de uma rotura de ligamentos colocar ponto final numa carreira promissora. Ainda hoje, pai e avô seguem-no para todo o lado.
A concretização da ambição seguinte de André não tem muito mais de cinco meses. «O melhor que me podia ter acontecido foi sagrar-me campeão nacional de juniores». Ávido, mas paciente, traça agora outros objectivos, assumido querer «muito mais», mas nada que ultrapasse as fronteiras do Dragão. «A minha grande ilusão é poder ser uma referência no FC PORTO, como foram, por exemplo, o João Pinto e o Vítor Baía». Do estrangeiro e de prestígio internacional não quer ouvir falar. «Estou num grande clube europeu e mundial, que mais posso querer?». Francisco, o primeiro Dragão da linhagem, orgulhar-se-ia do bisneto.

In «Revista dos Dragões» Novembro de 2007

segunda-feira, 24 de outubro de 2011

COISAS QUE VALEM A PENA I

O REGRESSO DO MINI-PORTUS87




 A verdade é que cada vez há menos paciência e tempo para escrever em blogs, facebooks, etc e tal. Mas felizmente há sempre coisas que valem a pena e essas merecem que falemos nelas. Poucas, mas boas.

Uma delas é a ESCOLINHA DE FUTEBOL DO PORTUS87, o MINI-PORTUS, que entra agora na sua segunda temporada. Um sonho de longa data que se concretizou (faz dia 6 de Novembro um ano), e é uma (feliz) realidade que não pára de crescer (passamos nesta nova temporada de 12 para 16 "atletas" e só não temos mais porque queremos que seja sustentável e equilibrado o crescimento...) e de nos encantar.

Vale também a pena dar um salto a www.miniportus87.com  para conhecer melhor este projecto.

sexta-feira, 5 de agosto de 2011

Mais uma temporada "à Portus87"






BALANÇO TEMPORADA 2010/11

No PORTUS87 gostamos muito de manter as tradições (não é por acaso que mantemos a tradição de manter esta equipa há 24 anos...).Por isso, é chegada a hora de fazer, como todos os anos por esta altura, o balanço de mais uma época.
Começamos, também por tradição e porque é o que realmente importa, pela constatação de que esta foi mais uma temporada em que os laços de amizade e união, dentro e fora do campo, continuaram a crescer entre os portus que dão vida a esta equipa de amigos. E para isso conta muito a estabilidade impressionante do "plantel" ao longo dos anos. Só para se ter uma ideia da antiguidade dos elementos da equipa temos que desde 1987 continuam 3 elementos (fundadores); desde 1997: 2; desde 1999: 1; desde 2001: 1; desde 2003: 1; desde 2005: 1; desde 2007: 1; desde 2008: 1. Ou seja, a maior parte da equipa (6) está há mais de 10 ANOS no grupo e desde há 3 anos que não há entradas. Revelador.
Ainda mais revelador do espírito único que se continua a viver no Portus foi o grande acontecimento (votado por todos como tal) da temporada 2010/11: a criação do MINI-PORTUS87, uma Escolinha de Futebol que pretende dar continuidade a uma prática e espírito com 24 ano, baseados num conjunto de princípios que julgamos salutares: a amizade, o desportivismo, o esforço e divertimento partilhados, a propósito do futebol.
O arranque do MINI-PORTUS aconteceu a 6 de Novembro de 2010, mais uma data que fica para a nossa história, envolvendo filhos, e colegas/amigos dos mesmos, dos elementos do Portus, tendo como treinadores vários dos jogadores da equipa. Uma forma de assegurar o futuro que tem sido um sucesso, com uma época de estreia cheia de actividades, com muitos marcos para mais tarde recordar e com enorme envolvimento, empenho e evolução dos "atletas". Em 8 meses realizamos 37 actividades – 30 treinos e 7 jogos (dos quais 5 em torneio e um Internacional e 1 com uma escola de renome do Porto), com uma assiduidade impressionante, quase todos acima das 30 presenças! Primeira participação num torneio, primeira internacionalização, primeira vitória”oficial” e mais importante primeira equipa/grupo de amigos! – Grandes Marcos Alcançados!
Mas os mais velhos não ficaram atrás nesta temporada 2010/11 e conseguiram igualmente marcos históricos: tivemos 8 jogadores (dos 10 que fizeram parte do plantel – embora o Sebas tenha estado toda a temporada lesionado), com mais de 50 jogos realizados (num total de 67), o que é verdadeiramente impressionante e demonstra o prazer, entusiasmo e empenho de jogarmos juntos. Afinal, o verdadeiro segredo do Portus. E note-se que esta temporada até nem foi das mais aliciantes em termos de participação em competições, com apenas uma prova de maior duração realizada. Mas, lá está, jogarmos juntos é a grande “pica” deste pessoal! Complementado claro com os comes e bebes após os jogos, no qual o “Saloon” continuou em grande nível, com as suas “saídeiras” de classe mundial!

Igualmente marcos históricos foram alguns dos recordes de sempre da equipa: por exemplo “Melhor série sem perder”: 24 jogos, entre 7 julho 2010 e 13 dezembro 2010 e “Melhor série de vitórias”: 15 jogos (os 15  primeiros da época 2010/11). Impressionante início de temporada, que foi impossível manter durante o resto da época, apesar de números finais claramente positivos (como felizmente sempre foi norma no Portus87…).

Em termos competitivos, registo para a conquista da Liga/Torneio da A1, envolvendo 3 equipas do Porto e outras tantas de Lisboa: conseguimos o pleno de vitórias numa prova com características interessantes e que terminou com uma fase final no Porto, em Dezembro.

Mas a grande novidade da temporada em termos competitivos foi a participação num torneio histórico da cidade do Porto: o Patricius. Uma prova de futebol de 7 realizada que tem 28 anos de existência e uma mística muito própria, agora enriquecida pelo excelente ambiente das tardes de sábado no Parque da Cidade. Tendo em conta a pouca experiência do Portus no futebol de 7 foi bem positiva a presença nos ¼ de final, onde apenas fomos afastados pelos bi-campeões da prova e que acabaram por chegar mais uma vez à final. E aquelas tardes de sábado no Parque, sempre finalizadas com as rodadas da praxe souberam pela vida.

No que diz respeito ao prato forte do Portus, o futsal, a época foi dominada pelos jogos amigáveis, com destaque para algumas partidas que ficam nos registos como das melhores que já tivemos oportunidade de jogar até hoje: só à laia de exemplo referência para os jogos com o Real Portucale (2-2), com o J04 (3-3), com o Rachão (3-2) e com o Horto Mágiko (5-4). Jogos que mostram que muitas vezes os encontros amigáveis podem ser mais estimulantes do que qualquer final de torneio, sendo mesmo a essência do futebol de amigos.

A época 2010/11 fica ainda marcada pelo regresso das famosas deslocações internacionais do Portus87. Após uma temporada 2009/10 em que pela primeira vez na história da equipa não fomos jogar ao estrangeiro, o regresso a Foz (Galiza) foi duplamente saboroso. Porque foram 4 anos sem jogar o torneio desta bonita estância balnear da costa norte da Galiza, após 6 presenças consecutivas entre 2002 e 2007 (!), mas também porque foi um fim de semana muito bem passado, com excelentes jogos de futsal (melhor participação de sempre, voltando a atingir os ¼ de final como em 2007, mas com melhores resultados jogo a jogo), muita animação entre os 7 magníficos viajantes e belos comes&bebes. Enfim, a melhor forma de terminar mais uma fantástica temporada.

Para terminar, dois ou três destaques individuais numa equipa em que o colectivo é número um indiscutível. O primeiro vai inteirinho para o nosso Nuno Póvoa, que bateu um recorde com quase 10 anos de vida: o de maior número de golos numa temporada e que estava na posse do Capitão João (92 golos em 2001/02). O Nuno não fez pºor menos e marcou…100 golos, sendo que o 100º golo da temporada foi apontado no torneio de Foz no último minuto de um jogo em que realizamos mais uma das nossas fantásticas “remontadas” (de 1-3 para 4-3 nos últimos 10 minutos).
Mas é também da mais elementar justiça destacar também os impressionantes 94 golos do Pedro Vieira nesta temporada, que seriam recorde de sempre da equipa, não fosse o Nuno Cem Póvoa... Notável! E o nosso Vieirinha conseguiu ainda outra proeza inédita no Portus: 20 jogos seguidos sempre a marcar (entre 15 julho 2010 e 4 dezembro 2011), num total de 39 golos seguidos.
Falta um ultimo destaque, repartido pelo Tozé e pelo Pedro Vieira, que realizaram um total de 66 partidas, apenas falhando uma em toda a temporada. É obra!

E, pronto, ficam as belas memorias de 2010/11 e a ânsia que chegue 2011/12. Em Setembro estaremos de volta. Nós e…os Mini-Portus. Belo!

terça-feira, 28 de junho de 2011

FUTEBOL FA - o futuro

Vou fazer uma maldade. Lançar uma ideia para o ar e deixar o suspense envolvê-la a ver no que dá.

Só pelo gozo.

FUTEBOL FA - o meu futuro.

Veremos.

sexta-feira, 20 de maio de 2011

UM MOMENTO ETERNO

Num momento de pura magia, FALCAO decidiu a final com o Braga, através de uma das suas cabeçadas de ouro. Um grande momento num jogo chato como só os italianos costumam proporcionar...Mas a Liga Europa não é só um jogo e o Porto foi brilhante ao longo de toda a competição. E torna-se assim o clube com mais troféus no século XXI e entra no top ten dos emblemas com mais conquistas europeias de sempre. Notável!


Já agora aqui ficam os nome das 10 equipas europeias com mais troféus internacionais na sua história: Milan, Barcelona, Real Madrid, Liverpool, Ajax, Juventus, Bayern, Inter Milão, Porto e Man. United. Belo grupinho...

segunda-feira, 4 de abril de 2011

CAMPEÕES NA LUZ SEM LUZ!


CAMPEÕES OLÉ! Ontem viu-se quem é a melhor equipa portuguesa por milhas e milhas (banho de bola!)! Ontem viu-se quem não sabe perder (e até apagam o seu próprio estádio, que se chama...Luz! CAMPEÕES OLÉ!


Depois de vários anos em que ganhar o título não podia ter um sabor tão especial porque vinham em série, desta vez foi mesmo celebrar com toda a alma. Por tudo aquilo que sabemos...