terça-feira, 21 de outubro de 2008

Do outro lado...






Já não ia ao cinema há algum tempo. E valeu bem a pena o regresso para ver este "Do outro lado", do realizador Fatih Akin. Um filme que retrata bem a "Nova Europa", de fronteiras cada vez mais fluídas, em que a Fortaleza já não faz qualquer sentido. Mas acima de tudo, uma grande história, com grandes personagens. Afinal, sempre o mais importante...

Info sobre o filme.

quinta-feira, 2 de outubro de 2008

PARA LÁ DA CORTINA DE FUMO...

Aqui fica um artigo que explica muita coisa. Pelo menos a mim explicou.


Subprime: a democratização do crédito?
PÚBLICO, José Vítor Malheiros - 2008/09/23

Os pobres que foram pagando a sua casa, pagaram-na mais cara que os ricos. E muitos perderam as prestações e a casaOsubprime não surgiu devido a um fervor democrático ou um desejo igualitarista por parte dos bancos e de outras instituições de crédito de estender também aos mais pobres os benefícios do crédito de que apenas os ricos e os remediados tinham beneficiado durante séculos.
O subprime surgiu porque um banqueiro um dia olhou para um gráfico da população nos Estados Unidos e constatou que havia umas dezenas de milhões de pessoas que os bancos não estavam a espremer - apesar de, esporadicamente, estas pessoas terem uns dólares a mais no bolso e de possuírem as mesmas aspirações e desejos dos outros seres humanos: uma casa para morar, por exemplo.
A questão era: por que razão extorquir apenas o dinheiro dos mais endinheirados? Porque não tentar sacar aqueles escassos dólares que se amontoavam nos bolsos dos mais pobres? Porque não ordenhar também os mais pobres (para usar uma expressão que os gestores apreciam, ainda que usualmente em inglês, to milk the costumers)? Afinal, aqueles dólares todos juntos representavam uma maquia apetecível.
Havia o pequeno problema de estes clientes poderem não conseguir pagar, mas isso não era nada que uma taxa de juro mais elevada não pudesse compensar. Bastava cobrar aos mais pobres um juro mais alto de forma a obrigá-los a pagar, digamos, cinquenta por cento acima do que se cobrava aos mais abastados (sim, acima). Para mais, havia sempre a possibilidade de o banco retomar possessão da casa, caso a hipoteca não fosse paga.
E assim se fez. É claro que este mercado (a eufemística expressão inglesa subprime significa "não é bife do lombo") teve os seus problemas, revelando a Mortgage Bankers Association dos EUA, no final de 2007, que se verificavam sete vezes mais execuções de hipotecas neste segmento que nos restantes, mas o essencial foi conseguido: os pobres estavam a ficar realmente mais pobres e os dólares que lhes saíam dos bolsos estavam a entrar nos bolsos dos bancos. O segmento subprime estava finalmente a ser explorado.
O problema foi que, como os bancos transaccionam estes empréstimos na bolsa e esta revelou um enorme apetite pela avalanche de hipotecas fresquinhas, os bancos entusiasmaram-se e começaram a emprestar a juros cada vez mais altos a quem não tinha emprego nem dinheiro, para comprar casas que não valiam nada. Como os bancos e os gestores eram avaliados (pelas bolsas e pelos seus accionistas) pelos resultados imediatos e não pelos efeitos de longo prazo, estas manobras foram uma bênção para o sector financeiro durante uns anos: havia mais "clientes", mais "valor bolsista". Mas o mercado imobiliário acabaria por cair e a catástrofe adiada aconteceu, dando origem à bola de neve que se conhece. A bomba acabou por estoirar no bolso do sistema financeiro.
Dizer que a crise do subprime foi provocada pela "democratização do crédito" é não só falso como desonesto. O poder estava e continua a estar apenas de um dos lados da equação. Os pobres que conseguiram ir pagando a sua casa pagaram-na mais cara que os ricos (mesmo os que nunca falharam uma prestação) e muitos deles perderam simplesmente as suas prestações para os bolsos de gestores e accionistas dos bancos - e perderam as casas. Houve um robindosbosquismo ao contrário e nenhum benefício para a economia. O facto de as coisas não terem resultado para os bancos - ainda que tenha resultado para muitos dos vilões - não faz deles as vítimas. E o facto de alguns indigentes terem tido crédito não torna o episódio "democrático" - é apenas um sinal da falta de escrúpulos das empresas envolvidas e da falta de controlos do sistema financeiro. Jornalista (jvm@publico.pt)

segunda-feira, 15 de setembro de 2008

MAIS UMA ÉPOCA NA ESCOLINHA DE FUTEBOL DO AFC


Os treinos da Escolinha de Futebol do Averomar FC reiniciam-se no dia 27 de Setembro de 2008, nas instalações do clube, na Avenida dos Pescadores, em Aver-o-Mar.

O treino está marcado para as 10 da manhã.

Todos os jovens com idades compreendidas entre os 6 e os 10 anos estão convidados a aparecer.

A frequência da Escolinha é gratuita.

Mais uma grande temporada em perspectiva ali para os lados de Aver-o-Mar!

quarta-feira, 3 de setembro de 2008

I´M BACK!

As férias foram boas, obrigado.

As baterias full charged.

Vamos a isto!

Aqui ficam algumas imagens do que já passou mas continua a inspirar...



FESTIVAL SUDOESTE - ZAMBUJEIRA DO MAR


PAREDES DE COURA


PRAIA DO CARVALHAL (COSTA ALENTEJANA)


Ricardo e Adelaide - CAMINHA



PORTUS87 EM FÉRIAS


Migui - VILA DO CONDE


BARCELONA


BARCELONA

terça-feira, 15 de julho de 2008

Encerrado para FÉRIAS

É isso mesmo, até ao meu regresso.

Abraços, João

segunda-feira, 16 de junho de 2008

FUTEBOL NO SEU ESTADO PURO - E O PORTUS SEMPRE EM GRANDE!


Num intervalo do trabalho árduo na cobertura do EURO2008 para FOOTBALL IDEAS (www.footballideas.com) para o PUBLICO.PT (www.publico.pt), lá fui fazer aquilo que mais gosto: jogar a bola com o "meu" PORTUS87.

Um dia fabuloso nas margens do Douro, acompanhados de malta porreira, muita cervejinha, um bom almoço e muita bola. O que se pode pedir mais?

Foi um grande dia em tudo! No divertimento, no espírito (como disse e bem o Richard, que juntamente com os seus Bad Boys foram dos grandes responsáveis por esta animação e boa onda), no convívio, enfim, um espectáculo!

Para nós, Portus87, o grande facto do dia foi algo que fazia parte dos nossos sonhos como equipa há muitos anos: o momento em que tivéssemos o prazer de ver o filho de um de nós a jogar na equipa ainda para mais simultaneamente com o progenitor. E foi ontem o dia em que isso aconteceu: Gil Maganete (15 anos) jogou ao lado do Manel Maganete (42), e ainda por cima muito bem, com excelente atitude e um toque de bola de classe. Foi um momento lindo que fica para a história dourada do PORTUS87! Assim o futuro da equipa está garantido, até porque ontem voltamos a ter muita juventude entre nós!

E como se isso não fosse já mais do que suficiente para ser um grande dia, o PORTUS87 ainda revalidou o título, apresentando a sua equipa de futebol de campo em grande forma, tanto á mesa, como na praia, como no campo!

Comentando cada jogo:

PORTUS87, 3 - AMIGOS, 0

Entramos forte no torneio, jogando bem mas falhando muitos golos perante uns Amigos que iam tambem criando boas jogadas. Mas a pedalada do Portus foi mais forte e os golos acabaram por surgir.


PORTUS87, 3 - GAIATHYNAIKOS, 0

Os gregos foram o nosso segundo adversário e tal como no primeiro jogo a bola demorou a entrar mas depois tudo se simplificou porque o adversário teve que arriscar mais na busca do golo, realizando também boas combinações mas sem conseguirem marcar..


JUVENTUDE UNIDA, 0 - PORTUS87, 0

A Juventude tinha a liçao bem estudada para esta partida, procurando defender com muita gente e sair rápida no contrataque, procurando a surpresa que lhes podia dar o primeiro lugar do grupo. Mas só conseguiram sucesso na primeira parte da estratégia, colocando um autocarro de 2 andares em frente à baliza , mas não conseguindo chegar à nossa. Ainda por cima os nosso remates (às vezes isolados em frente ao redes) não atinaram com a baliza e o "massacre" deu em 0-0. Ficava a faltar-nos um empate para assegurar o primeiro lugar do grupo.


BAD BOYS, 0 - PORTUS87, 1

Os Bad Boys integraram dois jovens unidos para nos fazerem a folha, utilizando uma tática semelhante, embora um pouco mais audaciosa, à da Juventude, até porque marcamos cedo nesta partida. Depois foi controlar as operaçoes, sem grandes riscos e falhando ainda mais uma carrada de oportunidades de golo.


Final: PORTUS87, 1 - RD CONGO, 1 (2-1 nos penalties)

É justo que se comece pelo fim para dizer que devia haver dois vencedores desta final e deste torneio, tal a qualidade e animação desta final, jogada em grande ritmo e com enorme equilíbrio. O Portus87 fez as despesas do jogo, atacando de forma organizada, enquanto o Congo optava, com inteligência, por fechar bem e sair em contra-ataques rápidos. Foram vinte minutos intensos, bem jogados, com grandes jogadas, passes, remates e defesas (dois grandes redes, Abel e Helder, nas balizas!!!!!).
De tal forma assim foi que quando terminou o tempo regulamentar rapidamente as duas equipas propuseram um prolongamento de 10 minutos em vez de se ir logo para os penalties. Proposta aceite pela organização e bora para mais dez minutos de emoção, connosco a adiantarmo-nos no marcador mas o Congo a responder logo de seguida.
De maneira que fomos mesmo para o desempate por penalties, no qual o Abel esteve em grande, defendendo dois remates e garantindo o troféu de primeiro lugar. Parabéns ao Congo pelo grande torneio que fez, com destaque para esta enorme final. Também mereciam o caneco!

Falta agradecer a todos os presentes por proporcionarem um dia feliz, com muita animação e zero problemas. Isto é o FFA no seu melhor, mesmo sem futsal, mas com muito futebol e cerveja, a combinação perfeita!!!!!

Palavra especial para a organização - sempre em grande, com o Sérgio, o André e o Manel a mostrarem como se une competição saudável e divertimento do melhor sem qualquer stress. Futebol e convívio na sua essência!

Pelo PORTUS87 jogaram:

Abel, João Coelho, Vieira, Helder, Manel Maganete, Telmo, Nuno Mota, Gil Maganete, João, Hugo

Abraços a todos, em especial aos organizadores, ao RD Congo e ao Richard (e restantes Bad Boys).

João
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quarta-feira, 4 de junho de 2008

Um dia muito triste

O FC Porto vai ficar afastado da próxima edição da Liga dos Campeões, por decisão da UEFA, na sequência do caso "Apito Final".

Antes de mais esta decisão provoca-me tristeza. E revolta. Contra quem decidiu, contra a FPF, contra a própria administração da SAD do FC Porto.

Primeiro contra a UEFA, porque continuam sempre no mesmo caminho e espírito: respeito e receio perante os mais poderosos e utilização estratégica da dureza sobre os outros, que serve como exemplo, mesmo quando as situações em causa são semelhantes.

Segundo contra a FPF, pela forma e termos facciosos usados na comunicação à FIFA do caso, quase condenando à partida o FC Porto a esta decisão. Depois tentaram emendar a mão, mas já foi tarde.

E finalmente, e principalmente, no meu caso, revolta contra quem manda no meu clube. Antes de mais, porque se puseram a jeito para que isto acontecesse: sempre se disse que no mundo do futebol português todos faziam o mesmo (tráfico de influências, oferta de prendas mais ou menos simbólicas, procura de lugares na direcção das instituições organizativas, controlo do dito sistema) mas que o Pinto da Costa o fazia melhor do que todos os outros.
Ora agora fez tão bem tão bem que conseguiu esta bela miséria em vários actos e cores...

Por outro lado, a revolta contra quem manda no meu clube resulta da forma irresponsável e cínica como resolveram não recorrer da decisão do Conselho de Discplina da Liga - por causa de seis pontos negativos no campeonato da próxima época! Perdeu-se, primeiro, a vergonha. E agora perdeu-se o lugar na Liga dos Campeões.

Depois disto, pessoas sérias só teriam o caminho da demissão. Pessoas duvidosas têm outros caminhos, como por exemplo disparar em todas as direcções e permitir que se bata e insulte quem aparecer por perto.

E não vale a pena falar em recursos porque o recurso desta decisão tem que seguir nos próximos três dias úteis e não conterá nenhuma novidade (como uma eventual absolvição de Pinto da Costa pelo conselho de justiça da FPF, que reúne no dia 11/6), pelo que não é de esperar qualquer mudança de decisão por parte da UEFA. Por outro lado, o recurso para o Tribunal Europeu do Desporto não nunca poderá impedir a suspensão do FC Porto da próxima edição da LC simplesmente porque o tempo médio de decisão deste tribunal é de 6 meses. Portanto...

Ainda assim, resta a esperança de que tudo isto não tenha sido em vão e que possa representar o início de qualquer coisa nova...e mais arejada no meu clube. Mesmo que menos bem sucedida...pelo menos de início.

João Nuno Coelho